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LiveJournal for .Por Dafur. Contra o genocídio no Sudão..

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Thursday, July 20th, 2006

Subject:Mais um link para ajudar. (uma ajuda cada vez mais necessária)
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:7:58 pm.
E a situação só piora. O governo do Sudão ainda não autorizou uma ação internacional no país, e a ONU diz só poder enviar as tropas no ano que vem. A violência tem aumentado, em contraposto ao acordo de paz assinado no início do ano, que já não passa mesmo de um pedaço de papel.

Os EUA anunciaram que deixarão de enviar ajuda financeira para as tropas da União Africana, a partir do final de setembro. A justificativa é que, em Outubro, espera-se que a força de paz da ONU entre no país e substitua os exércitos da UA. A ONU, no entanto, já avisou que só poderá enviar a missão de paz, o mais cedo, em janeiro de 2007. 

O Genocide Intervention Network criou uma página onde você pode mandar um fax, de graça, para a Secretária Americana para a África, Jendayi Frazer. É preciso escrever um texto, então eu vou colar um que fiz com as sugestões do próprio site aqui embaixo. 
O link é esse: http://www.democracyinaction.org/dia/organizationsORG/ginetwork/campaign.jsp?campaign_KEY=4684

Subject: Darfur still needs your help!
It's far from being the time Darfur won't need help anymore, since violence has increased, and the situation, even after the peace agreement, has worsened. 
The peacekeepers in Darfur have a tough job, but their work is necessary now more than ever! 
This past week, the African Union asked for more funds and you — representing the people of the United States — failed to support them.
You said it was because the UN is taking over, but the UN says it won't be in Darfur until at least January. With no funds for the current peacekeepers, how will Darfurians be protected until January? 
At the Rally for Darfur in Washington last April, US committed to helping the millions of Darfurians still caught in the conflict, and we were said “We have a strategy today that will work in Darfur.”  
Is this USA's strategy?
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Thursday, June 22nd, 2006

Subject:Mais uma maneira de ajudar!
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:7:11 pm.

Essa semana, o deputado secretário de Estado americano, Robert Zoellick,  que durante todo esse tempo mais apoiou e impulsionou os EUA a ajudarem Darfur, se afastou do cargo. Ele foi um dos responsáveis pela assinatura do acordo de paz, que, mesmo não tendo resolvido o problema, é um importante primeiro passo. Sem a participação dele, ajuda financeira a Darfur como a que foi aprovada há algum tempo pode demorar a acontecer novamente, assim como a organização da ação militar da ONU pode se prolongar ainda mais. 

Dois sites já possuem páginas da onde você pode enviar um e-mail para a administração americana, lembrando da importância da participação americana e pedindo que Michael Gerson seja apontado novo responsável por Darfur. Ele já teve envolvimento em trabalhos em prol do povo do Sudão antes. 

http://www.democracyinaction.org/dia/organizationsORG/darfur/campaign.jsp?campaign_KEY=4089
---> onde é preciso apenas preencher os espaços com seus dados. 

http://www.democracyinaction.org/dia/organizationsORG/ginetwork/campaign.jsp?campaign_KEY=4278
---> Onde é preciso compor uma mensagem, além de preencher seus dados. Para evitar problemas, eu copiei a mensagem do site antierior, e vou colar aqui embaixo. O assunto pode ser da escolha de vocês. (Vou colocar uma sugestão aqui, de qualquer jeito.)


Subject: Darfur needs international attention

The signing of the Darfur Peace Agreement on May 5 was a major accomplishment in the struggle to bring peace to Darfur.  Unfortunately, the continuing violence makes it clear that ending the genocide and actually implementing that agreement will take a significant and prolonged effort. 

I therefore urge you to continue America’s leadership in Darfur by taking the following steps:

1. Push for the deployment of a strong UN peacekeeping force with a clear mandate to protect civilians no later than October 2006. 

2. Immediately strengthen the African Union peacekeeping force already in Darfur in order to better protect civilians until such time as the stronger UN force arrives. 

3. Continue to give generously to humanitarian assistance programs in Darfur.

4. Appoint a Presidential special envoy to coordinate U.S. policy and help ensure that the Darfur Peace Agreement is being faithfully implemented. 

Thank you for taking these important steps to make sure that the progress already made is not lost.

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Saturday, June 17th, 2006

Subject:Ao menos uma notícia boa...
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:11:31 pm.
Após uma forte pressão dos ativistas, o congresso americano aprovou uma medida que pretende enviar 173 milhôes de dólares para Darfur, num fundo de emergência. 

Enquanto isso, no chão a situação piora. Os conflitos estão atravessando a fronteira cada vez mais rápidos e já ocupa parte do território do Chade, país vizinho. 50 mil habitantes do país já tiveram que deixar suas casas e ir morar nos campos de refugiados junto com os já milhões de darfurianos. 

A equipe da ONU, que já estava no país avaliando a implantação de uma missão de paz na região, passou por esses campos, onde os refudiagos imploraram para que haja uma intervenção. 

Mas a intervenção ainda está sendo organizada, e a ONU aguarda autorização do goveno sudanês, que ainda não concordou e insiste que uma força militar não é necessária. 

As notícias foram novamente tiradas do boletim da Genocide Intervention Network, que eu vou colocar na íntegra abaixo. 


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Saturday, June 10th, 2006

Subject:Sem muitas novidades (infelizmente).
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:12:57 pm.
De acordo com o e-mail da Genocide Intervention Network, a situação não está muito diferente. 

Algumas facções rebeldes também assinaram o acordo de paz. Porém, na prática, ataques da milícia Janjaweed e grupos rebeldes continuam, inclusive no país vizinho Chad, onde vários sudaneses se refugiam. 

O governo sudanês havia doado alimentos para o Programa da ONU, mas estes estão sendo testados, e é possível que não sejam apropriados para o consumo humano. As doações continuam diminuídas, como já falei anteriormente. 

Em notícias um pouco melhores: 

A União Africana está tentando mandar mais 3 mil soldados para a missão de paz em Darfur. 

A ONU e a AU concordaram em substituir a força da AU por uma força da ONU antes de janeiro de 2007. (Trsite termos que consideram isso uma notícia boa, mas é a realidade.) 

No entanto, o governo sudanês diz que não aceitará a intervenção da ONU. A Organização continua conversando com representantes de Cartum para convencê-los, e diz que não irá forçar uma intervenção no país. 

Mais uma vez eu peço para todos, se alguém ainda não tiver assinado as campanhas que já postei aqui, que o faça. E consiga mais gente para fazê-lo.

Quem quiser ler o e-mail inteiro em inglês, clique abaixo. 



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Tuesday, May 23rd, 2006

Subject:Situação piorando...
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:7:00 pm.
Essa última semana eu andei atolada com a escola e outras coisas, e não consegui nem entrar na internet... Infelizmente estou atualizando para dizer que não há muitas novidades. 

A crise, apesar de tudo, continua piorando. O governo é acusado de violar o acordo de paz, já que alguns ataques da milícia Janjaweed foram denunciados. A segurança para os trabalhadores humanitários é cada vez mais fraca. E o Sudão se prepara para enfrentar um período de chuvas onde o alimento se torna ainda mais escasso. 

E o Programa de Comida da ONU anunciou que por causa daquela falta de fundos da qual já falei bastante, o envio de alimentos só será normalizado em Outubro. 2.7 milhões de pessoas ficarão sem receber provisões de comida. 

Por outro lado, o Conselho de Segurança da ONU finalmente aprovou uma resolução para organizar uma força de paz em Darfur. O problema agora é convencer o governo do Sudão de autorizar a entrada da tropa. Enviados da ONU já estão no país pesquisando para a implementação da força, e um eviado especial do secretário-geral Kofi Annan está em Cartum, a capital, conversando e pressionando o governo a autorizara missão de paz que deverá ter 20 mil pessoas, e substituirá a força da União Africana de 7 mil.  

Ao mesmo tempo, a União Africana pediu que a missão da ONU chegue a Darfur nos próximos dois meses, mas ela deve demorar mais tempo que isso. 


Ainda em tempo, a série ER vai continuar passando episódios sobre Darfur, e pelo que eu assisti na quinta passada, vai ser bem interessante. Quem puder acompanhar e tiver interesse, passa as quintas feiras, as 22:00h na Warner. 

Gente, eu ando com bem pouco tempo para internet, então provavemente vou atualizar pouco de agora para frente. Quem quiser e puder acompanhar por sites em inglês, entre no http://coalitionfordarfur.blogspot.com/, que é super completo. Além disso, divulguem o link o máximo que puderem, para que cada vez mais pessoas assinem as petições e mandem os e-mails. 
Obrigada!
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Friday, May 12th, 2006

Subject:Sem muitas mudanças.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:10:52 pm.

Essa semana acabou sem muitas novidades no desenrrolar das negociações e conflitos. A maioria das notícias continuam como as do último post. Mas eu vou postar, em inglês, o e-mail do Genocide Intervention Network, para quem quiser ler um pouco mais sobre elas: 

O importante agora é a ONU finalmente decidir mandar as tropas de paz. Diplomatas disseram que os 15 países do Conselho de Segurança estão perto de um consenso em relação a isso, e eles devem votar a resolução na semana que vem. Acho que é a hora certa para escrever para os representantes do Brasil, não vejo muito mais que possamos fazer daqui. (E sugestões são aceitas.)

E a série da Warner, E.R. vai fazer um episódio sobre Darfur, na próxima semana. Eu já havia ouvido vários elogios à série em sites americanos relacionados ao movimento, e vi que ele vai passar na quinta que vem, as 22:00h, no canal de tv a cabo Warner. 

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Tuesday, May 9th, 2006

Subject:Conselho de Segurança reunido.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:10:24 pm.

O Conselho de Segurança da ONU está reunido discutindo, entre outros assuntos como o problema nuclear do Irã, o envio de forças de paz para Darfur. A Secretária de Estado dos EUA, Condolezza Rice procurou agilizar a entrada das tropas de paz da ONU na região de Darfur.

O Secretário-Geral, Kofi Annan, disse que uma força de paz da ONU é necessário urgentemente para substituir os 7 mil soldados da União Africana que estão atualmente em Darfur. Ele disse que esse é um dos maiores desafios enfrentados pela ONU desde conflitos do início dos anos 90, como na Ruanda e na Bósnia. "Há uma enorme quantidade de coisas serem feitas, e nenhum tempo a perder." Ele conversou com o presidente do Sudão pedindo sua ajuda e espera continuar a conversa pessoalmente em breve.

Ele também pediu aos doadores do Programa de Alimentação da ONU a fazerem contribuições o mais rápido possível e disse que uma conferência em Bruxelas possivelmente acontecerá, para tentar resolver o problema dos fundos. 

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O Canadá, que possui 50 soldados em Darfur e estudava enviar forças para a força paz da ONU anunciou que não poderá ajudar, por causa da missão da qual os soldades canadenses já participam no afeganistão. O ministro da defesa disse, no entanto, que parte da aeronáutica ou da marinha poderia oferecer assintência se necessário.

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Bush anunciou estar enviando 40 toneladas de comida para Darfur. Ele também disse que mandaria uma proposta ao congresso pedindo um aumento de 225 milhões de dólares para a compra de emergência de alimentos. 

E  Kofi Annan, doou os 500 mil dólares que ele ganhou como um prêmio por liderança ambiental para o progrma de alimentação em Darfur. Ele espera assim também ter chamado atenção para contribuições de outros doadores, já que o programa está funcionando com apenas 20% dos fundos exigidos para alimentar a população.
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Jan Egeland, o chefe da missão humanitária da ONU no Sudão, foi forçado a fugir de uma visita a um campo de refugiados no sul de Darfur, quando um trabalhador humanitário sudanês foi atacado por refugiados. O ataque reflete a situação de falta de segurança: alguém gritou que o trabalhador sudanês era membro da milícia Janjaweed, e vários refugiados o atacaram por isso. Ele conseguiu fugir com o grupo de membros da ONU, mas a polícia da União africana interviu e um intérprete sudanês acabou morto.

Jan Egeland disse a reporteres na capital do Sudão que a situação em Darfur é crítica. Ele falou que violência contra mulheres e crianças tem piorado, e que chamou a situação de uma crise de segurança. Segundo ele, a tensão entre os refugiados está cada vez maior, enquanto eles cobram uma intervenção da ONU. Ainda assim, ele disse que há esperança e que os momentos seguintes são decisivos. "Eu prevejo bastante tensão e problemas para todos nós. Mas eu acho que estamos caminhando em direção a algo melhor."

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O comandante das tropas da União Africana pediu mais soldados para integrar as forças de paz no Sudão. Enquanto isso, soldados já participando da missão reclamam que não recebem pagamento há dois meses.
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Enquanto isso, apareceram problemas no acordo de paz já assinado...

Enquanto esforços diplomáticos para conseguir que as outras facções rebeldes assinem o acordo se intensificam, um membro da facção que já assinou denunciou a Kofi Annan pressão para que o acordo fosse aceito. Ibrahim Ahmed Ibrahim, mandou uma carta ao secretário-geral da ONU, dizendo que pressão dos grupos negociadores fizeram o líder da facção SLM assinar o acordo sem consultar o resto do grupo, resultando numa decisão unilateral. 

___________

E um recado meu: Eu quero pedir para quem estiver lendo esse blog, que COMENTE, pelo menos dessa vez. É só clicar no "Add your own" aí embaixo. Só com seu nome e um "Oi, eu existo!", para eu ter uma idéia melhor de quantas pessoas estão participando e acompanhando o site. Obrigada!

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Sunday, May 7th, 2006

Subject:5. Escreva aos representantes do Brasil na ONU.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:9:01 pm.
Mais uma maneira de ajudar o povo de Darfur! 

Nesse site, pode-se achar o endereço eletrônico dos representantes brasileiros na ONU, participantes de três missões diferentes, em Nova York, Genebra e Paris. Eu escrevi para os três endereços, alertando do problema em Darfur, da importância de uma intervenção da ONU no momento atual, da vontade do povo brasileiro de ajudar a população sudanesa, e de como o Brasil se destacaria na Organização se trabalhasse em prol da causa. 

É mais uma maneira fácil de tentar ajudar, então espero contar mesmo com a ajuda do povo brasileiro mandando outros e-mails. Você pode escrever um e-mail prórpio, ou copiar o que eu mandei e vou postar a seguir. 

Os endereços são esses: 

louborda@delbrasonu.org; mission.brazil@itu.ch; dl.brasil@unesco.org 

E a carta: (não se esqueça de assinar e mudar o "brasileira" para "brasileiro" se for o caso)

Ao embaixador,
 
Enquanto nos lembramos chocados e tristes de capítulos sangrentos de nossa História, como o holocausto e a morte de quase 1 milhão de pessoas em Ruanda há pouco mais de uma década, imaginamos o absurdo de tais genocídios, e prometemos a nós mesmos não deixar isso se repetir nunca mais.
 
Porém, quando em 2003 o mundo resolveu ignorar o genocídio que começava a se instalar na região de Darfur, no Sudão, o que se viu foi mais um capítulo da História, mostrando como milênios de 'evolução' humana não foram o suficiente para aprendermos o significado de 'nunca mais'.
 
Três anos de conflito se passaram, sem que a comunidade internacional intervisse em prol da população de Darfur, ou ao menos que a mídia mundial se desse ao trabalho de noticiar o genocídio. Um acordo de paz finalmente foi assinado pelo governo sudanês e uma das facções rebeldes, após dois anos de negociação, mas a perspectiva de paz para os 2.5 de refugiados ainda não é tão otimista. Aliás, com um governo que armou milícias, causando aproximadamente 400 mil mortes, e desrespeitou acordos previamente, não é falta de esperança que faz os habitantes de Darfur desconfiarem do acordo, e sim o medo de um perigo muito real. Tão real que já os fez abandonar suas terras uma vez.
 
Há algo, no entanto que o povo da região espera e pede, sem resposta. Uma intervenção da ONU, com tropas internacionais para ajudar os poucos exércitos da União Africana, que tem à frente a difícil missão de assegurar o cumprimento do acordo de paz.
 
A atuação da ONU em Darfur tem sido importante, com programas humanitários essenciais para a sobrevivência das vítimas dos conflitos. Porém, uma organização internacional de tamanha importância e poder, tem não só a capacidade como a obrigação de intervir diretamente. De não apenas assistir enquanto centenas de milhares de pessoas perdem suas terras, suas casas, suas famílias, e suas vidas.
 
Assim como tantas outras nações, o Brasil tem sido omisso em relação a Darfur. E essa omissão já causou a morte de quase meio milhão de pessoas. Esse é o momento de uma intervenção da ONU entrar em Darfur, para assegurar o cumprimento do acordo de paz, assim como esperam tanto os refugiados sudaneses como os brasileiros que lutam pela causa.
 
O Brasil mantém grandes aspirações de aumentar sua participação na ONU. Como brasileira, torço para que isso aconteça, e também como brasileira, tenho sérias preocupações em relação ao povo de Darfur. É hora dos senhores, nossos representantes na ONU, agirem de acordo com os interesses tanto dos quase 3 milhões de refugiados sudaneses, como dos brasileiros que querem o bem deles. Levantar a bandeira que milhões de pessoas de todo o mundo já carregam, para os outros países da Organização, é uma ação digna de um membro do Conselho de Segurança. E uma ação digna de um país como o Brasil.
 
Atenciosamente, 


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Saturday, May 6th, 2006

Subject:Notícias boas e ruins após o acordo de paz.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:9:59 pm.
Algumas informações e correções sobre o acordo de paz assinado ontem: 

Não foram todas as organizações rebeldes que assinaram, mas sim uma delas. Facções do Sudan Liberation Army, que é a principal, assinaram, mas outra facção desse grupo e os líderes de outro, o Justice and Equality Movement, não assinaram o acordo.  

Há o medo de que os líderes que assinaram o acordo tenham o feito apenas por pressão das nações ocidentais, e de que o governo sudanês tenha aceitado por causa da perspectiva de que, com duas organizações rebeldes sem participar do acordo, a violência na região continue. 

____________________

No entanto, o governo finalmente concordou com a entrada de tropas da ONU no país. (Ele havia proibido até o retorno do chefe de missão da ONU, Jan Egeland, que já voltou a Darfur e agora visita os campos de refugiados.) Agora, exércitos internacionais das Nações Unidas estão autorizados a entrar no país para ajudar as tropas da União Africana a manter a ordem na região. 

O maior problema continua sendo quando a ONU vai finalmente intervir com tropas. No momento, há 7 mil tropas da União Africana que não dão conta dos conflitos e precisam urgentemente de ajuda externa. Nesse artigo, um general canadense, Dellaire, disse que mesmo que o Conselho de Segurança resolva intervir, as tropas só devem chegar a região, o mais cedo, em Setembro. 

_____________________

Uma funcionária da UNICEF foi ferida no país vizinho, Chad, onde aproximadamente 200 mil pessoas já se refugiaram. Ela foi levada para a capital do país, onde oficiais disseram que ela está em condições sérias. 
Nos últimos meses, ataques rebeldes e de ladrões fizeram um quarto dos voluntários saírem da região, por causa da falta de segurança. 

_____________________

Um artigo do Reuters mostrou a opinião de refugiados do campo Gaga, no país vizinho ao Sudão, Chad, em relação ao acordo de paz. Vou traduzir alguns: 

"Eu sou a favor da paz, mas o acordo deve ser realista ou nós acabaremos de volta em casa enfrentando a mesma violência que fez com que fugíssemos em primeiro lugar." disse Adam Dingila, um líder comunitário, que perdeu 15 membros de sua família no conflito. 

"Todos os três grupos têm que assinar o acordo para que eu aceite. Só assim estarei convencido de que é um acordo real para o povo de Darfur. Eu gostaria de ir para casa em 2006, mas duvido que isso aconteça." falou Ismael Haron, de 37 anos. 

"Não é somente um acordo de paz que nós precisamos. Como refugiados, temos nossos próprios problemas. Nós tivemos nossos animais e pertences roubados, nossas casas queimadas, nós precisamos se reembolsados." falou Ali Yaya Omar, de 48 anos. 

"Que garantia de segurança temos se nós voltarmos agora? Eu quero ver forças na ONU no chão para nos protegermos antes de voltar." disse Abdelrahman Yaya, de 30 anos.

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Friday, May 5th, 2006

Subject:Acordo de paz assinado!
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:11:12 pm.

O novo acordo de paz, proposto ontem, foi assinado tanto pelo governo sudanês como pelas organizações rebeldes. As duas partes ainda disseram, no entanto, que nele ainda faltam resoluções sobre a divisão política e segurança da população. (Artigo.)

É uma grande vitória, mas é claro que a assinatura de um papel não é garantia de que a paz realmente se realize. Analistas dizem que há dúvidas em relação à efetivação do acordo, e que os rebeldes o assinaram não necessariamente por ser a melhor oferta, mas por ser essencial no momento. Esses analistas ainda dizem que uma pressão internacional é vital para que a paz se concretize. 

Apesar do atraso e da necessidade urgente de mais ações, é um avanço a se comemorar!

(Editado) O site da campanha Million Voices for Darfur (organizador da manifestação em Washington que levou 50 mil pessoas as ruas no dia 30 de abril), divulgou que 800 mil cartões postais já foram mandados ao governo americano pedindo mais ações no Sudão. Há uma meta de 1 milhão, que agora que o acordo foi assinado, se torna cada vez mais importante, já que uma intervenção internacional se mostra essencial para que os rebeldes e o governo cumpram suas partes. 
Se você ainda não participou da campanha (que eu já postei aqui), entre em http://www.savedarfur.org/
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Thursday, May 4th, 2006

Subject:Novo acordo de paz proposto e reunião da ONU.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:8:51 pm.
O prazo de negociações para o acordo de paz foi novamente extendido, até essa meia noite. Uma nova proposta foi entregue tanto aos rebeldes quanto ao governo, e uma resposta ainda é esperada. 

_______________________

O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, convocou uma reunião de emergência, onde participou o chamado grupo "Amigos de Darfur", formado por representantes de 17 países, incluindo os EUA, China, Rússia, países europeus e africanos. 
Após o encontro, ele reforçou a importância de um acordo de paz, e expressou a necessidade das forças militares da União Africana se tornarem mais poderosas, já que elas terão que controlar o resultado das negociações de paz, enquanto a força da ONU não chega a Darfur, o que ainda deve demorar. 
O chefe da atual missão da ONU no Sudão, Jan Egeland, lembrou os problemas cusados pela falta de doações e pediu mais atenção dos representantes das nações ao caso. Um senador americano espera uma resposta positiva dos EUA ao pedido. 

Esse representante da ONU no Sudão, Jan Egeland, chefia a missão no país desde antes que Darfur virasse um problema, e foi o primeiro a declarar à Organização a gravidade dos conflitos. Ele escreveu , falando sobre a situação atual. 

"O povo de Darfur precisa urgentemente de ajuda, mas eles precisam de muito mais. Eles necessitam de proteção em terra e eles precisam de paz, não só no papel em Abuja [local onde as negociações de paz estão sendo feitaas, na Nigéria] mas implementada e forçada em cada vilarejo de Darfur. Finalmente, o povo de Darfur precisa que os Estados membros da ONU na África, Ásia e mundo árabe - junto com os do ocidente - demonstrem liderança moral. Nós precisamos de ações, não só palavras. Nada menos irá salvar vidas hoje ou trazer a paz amanhã para as pessoas de Darfor. Nada menos irá acabar  uma repetição de 'nunca mais'. "  - Jan Egeland.
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Wednesday, May 3rd, 2006

Subject:Emenda sobre Darfur passa no Senado americano.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:9:04 pm.
Hoje, foi aprovada pelo senado dos EUA, uma emenda que dispõe 60 milhões de dólares para fundar uma missão de paz da ONU em Darfur. A emenda deve ser incluída no fundo militar dos EUA, já encarregado de enviar verbas ao Iraque, Afeganistão e ajuda as vítimas do furacão.  

Uma das preocupações é que o Bush já havia dito que vetaria o fundo se ele ultrapassasse a quantia de 94 milhões de dólares. E ela já está em 109 milhões. (É hora de ver se as manifestações surtam mesmo efeito!)

Um dos senadores, disse que a emenda envia uma mensagem a outras nações para elas se unirem aos EUA nos esforços pelo Sudão. E manda uma mensagem a ONU de que os EUA estão preparados para fazer sua parte.

A emenda foi criada pelo senador democrata Robert Menendez.

Para ler o artigo inteiro, clique aqui. 
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Subject:Notícias e mais.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:6:16 am.
Primeiro, em relação a notícias sobre Darfur, vou resumir tudo o que li no pouco tempo livre que tive.

Nesse fim de semana, como eu já falei no outro post, foi proposto um acordo de paz aos grupos rebeldes africanos, que foi recusado. Os dois grupos (Sudanese Justice and Equality Movement e Sudan Liberation Movement/Army) divulgaram uma declaraçao explicando os motivos da recusa, que pode ser lido em inglês aqui. Eles chamam a atenção ao fato de que o acordo só favorece um dos lados, e pede basicamente que a população de Darfur confie no governo. Eles também fazem exigências que não seriam atendidas com o acordo, como o desarmamento da milícia Janjaweed, a garantia de reconstrução da região e indenização e mais participação política para Darfur.

Diplomatas dos EUA, Reino Unido e Canadá e membros da União Africana estão insistindo em conseguir a assinatura do acordo, e insistem que essa é a melhor oferta que os rebeldes poderão ter. O prazo para as negociações foi estendido novamente.

Enquanto isso, algumas fontes dizem haver ameaça de mais ataques, no sul de Darfur, na cidade de Gereida, que abriga refugiados. Vários vilarejos ao redor dela já foram atacados em Abril.

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Terça feira, a Folha de São Paulo publicou uma nota pequena sobre o Sudão! Ela falou praticamente essa mesma coisa sobre as negociações de paz, mas eu fiquei feliz de pelo menos estar lá.

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Sei de várias pessoas que já entraram no journal, e quero agradecer por isso! Também um obrigado especial ao blog www.theuspotter.zip.net e ao site www.danielradcliffeworld.cjb.net que colocaram esse link lá. 

E gostaria de pedir algumas coisas nesse sentido:

1. Sou péssima com gráficos e photoshop, etc, e gostaria de saber se alguém poderia fazer um banner para o blog, para ficar mais fácil de fazer propaganda.

2. Quem aí tiver blogs, journals, sites, que puder e quiser, por favor, coloque o link e chame atenção para o blog. (ou pelo menos para a causa)

3. Eu estou no terceirão e meu tempo livre é realmente limitado, então eu não acho muito tempo para divulgar o site como deveria. Quem puder me ajudar nesse departamento, seria ótimo!

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Eu fui informada que vai haver um show em benefício a Darfur nos EUA, na California. Quem sabe tem algum perdido lá perto, vai saber. Qualquer coisa leia isso.

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Há duas comunidades no Orkut sobre Darfur, ambas com pouquíssimos membros... Para quem quiser participar:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8514994

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5619748

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Outra coisa, que eu sei que é mais difícil, mas não custa nada falar. Como já foi dito aqui, as doações de alimentos para Darfur caíram pela metade esse mês, por falta de verbas. Se tiver alguém aí, que tenha condições, possa e queira, aqui estão alguns links de ONGs que trabalham lá e podem precisar de doações. São todos em inglês.

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Por hoje é isso, e volto a lembrar que o blog Coallition for Darfur é ótimo para achar notícias, e o dono também tem sido de grande ajuda para mim com conselhos... Então, quem souber inglês e quiser dar uma olhada.. vale a pena.
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Monday, May 1st, 2006

Subject:Notícias.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:3:24 pm.
Manifestação em Washington e outras cidades:

Ontem, dia 30 de Abril aconteceu em Washington uma manifestação para pressionar o governo americano a organizar a ação internacional. George Clooney foi o participante mais conehcido, tendo voltado há pouco tempo de uma viagem a Darfur, onde ele fez um pequeno documentário. Houve manifestações em outras 18 cidades.

"Se nós virarmos nosso rosto e esperarmos que tudo desapareça, eles irão realmente desaparecerão. Todos eles. Uma geração inteira de pessoas." falou Clooney. 

Outros participantes conhecidos eram parlamentares americanos, e o ruandense Paul Rusesabagina, que foi o responsável por salvar a vida de mais de 1000 pessoas durante o genocídio em Ruanda, que aconteceu há uma década atrás. (Quem assistiu Hotel Ruanda pode ver claramente a história dele e do país, onde ocorreu um genicídio como o de Darfur, que deixou 1 milhão de mortos e foi praticamente ignorado pela mídia na época.) 

Eu assisti CNN ontem e hoje e bastante foi falado sobre o movimento e sobre Darfur. Também na internet dá para ver várias notícias dos jornais americanos. Essa pagina tem as últimas notícias postadas por sites de jornais, e tem vários links.

Aqui no Brasil, no entanto, ainda não vi nada na televisão. Qualquer novidade, deixe um comentário! 

Algumas fotos da manifestação.

Acordo de paz:

Foi noticiado que um acordo de paz foi proposto aos rebeldes de Darfur, que se opõem ao governo. Ele foi recusado, e o governo americano e a União Africana deu um prazo de mais 48 horas para que ele seja reconsiderado. O acordo propõe mais participação dos habitantes de Darfur na política sudanesa, mas não determina o desamarmento da milícia Janjaweed, que o governo sudanês nega finaciar. 

De um artigo de um jornal inglês: 

Observers say the rebels risk squandering enormous international sympathy while the government, widely portrayed as the villain in the Darfur conflict, has played its diplomatic cards just right.
By showing willingness to sign despite its own misgivings about the text, Khartoum has given the international community what it wants while making the rebels look like peace-spoilers.
The rebels say this is unfair because the draft favours the government and therefore it is easy for Khartoum to accept, while on the ground it continues to violate a 2004 cease-fire.


Ou seja: O acordo favorece o governo, e por isso ele está disposto a assinar, ficando assim mais bem visto pela comunidade internacional. Os rebeldes, acabam aparecendo contra a paz, sendo que o acordo não garante que a milícia cessem fogo realmente.

Um pedido: quem quer que assine as petições, ou ao menos leia o site, deixe um comentário, clicando em "Add your own", para que ao menos eu tenha uma idéia de quem estiver participando. ^^ Obrigada.  
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Subject:4. Sites sobre Darfur
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:1:30 am.
Aqui estarão vários sites em inglês sobre Darfur e o genocídio. Infelizmente tudo sobre Darfur na internet é em inglês, uma das razões de eu ter criado este. Vou tentar postar notícias importantes aqui, mas se você entende inglês, poderia companhar por eles também, que estarão sempre mais adiantados. 


Coalition for Darfur 
Blog de notícias, cheio de outros links. 

Darfur: A genocide we can stop
Tem notícias frequentes, de vários jornais diferentes. 

United Nations Mission in Sudan
Site da missão da ONU no país. 

Sudan Reeves
Site muito bom de um professor americano especializado no Sudão, com notícias, artios e fotos. 

Genocide in Darfur - How the Horror began
Artigo do professor do link de cime, explicando sobre a origem. (de onde eu tirei a maioria das informações para escrever o primeiro post) 

Comunidades no Orkut, em português: 

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8514994

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5619748 


Há vários outros sites, que você pode achar pesquisando no Google. Qualquer sugestão deixe no comment.

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Subject:3. Escreva aos meios de comunicação brasileiros.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:12:47 am.
Um dos grandes problemas no caso do genocídio em Darfur é que a mídia mal fala dele. Como que algo que mata 100 pessoas por dia é completamente ignorado? Além do mais, o primeiro passo para a mudança é a informação.

Uma grande ajuda que você pode dar é escrever aos jornais, revistas e canais de TV brasileiros. Aqui eu vou deixar o e-mail dos que puder achar, e uma amostra de carta que vocês podem copiar e mandar, se quiserem.

E-mails:

leitor@uol.com.br; editoriais@uol.com.br; cartas@oglobo.com.br; cartas@jb.com.br; veja@abril.com.br; epoca@edglobo.com.br; cartas@istoe.com.br; redacao@cartacapital.com.br; cartas@cartacapital.com.br

Respectivamente, Folha de São Paulo (Cartas e Editorial), O Globo, Jornal do Brasil, Revista Veja, Revista Época, Revista Carta Capital (cartas e redação).


Jornais na TV tem páginas de contato nos sites, e é preciso mandar de lá:
Jornal Hoje (Globo)
Jornal Nacional (Globo)
Jornal da Record
Jornal da Band 
Jornal do SBT

Qualquer outra opção de contato, deixe um comment! 


Aqui está uma amostra de carta que eu tenho mandado para vários lugares. Se você não quiser escrever uma, pode copiar essa e mandar. 


Ao editor,

  

Há pouco mais de uma década, o ocidente ignorava um dos genocídios mais sangrentos desde o Holocausto. Enquanto, no país africano de Ruanda, quase 1 milhão de pessoas eram mortas, a imprensa omitia fatos e as nações com poder suficiente para ajudar viravam a cara para toda uma etnia que era perseguida e assassinada por exércitos ruandeses. Hoje, alguns líderes militares foram condenados a curtas penas por crimes contra a Humanidade, e o mundo assiste em choque ao filme “Hotel Ruanda”, de Terry George, com atuações emocionantes e uma história fiel à realidade vivida pelos habitantes do país. Ele mostra claramente que se os fatos tivessem sido devidamente noticiados, e ao população mundial tivesse pressionado seus governos para que uma ação internacional acontecesse, a História da Humanidade poderia ter passado sem mais esse capítulo sangrento.

 

No início de 2003, a História começou a se repetir, em uma região do país africano Sudão. Darfur é uma região habitada pelos chamados Africanos – camponeses de etnias variadas que vivem em tribos fixas – e Árabes – pastores nômades. Os árabes foram recrutados pelo governo para fazer parte da milícia Janjaweed, que começou o genocídio das tribos Africanas. Até hoje, 400 mil pessoas foram mortas, e 2.5 milhões vivem como refugiadas. Mais de 100 pessoas perdem a vida todos os dias, e aproximadamente 5 mil vidas são tomadas todos os meses.

 

A imprensa mundial tem feito pouco para noticiar essa tragédia que já começa seu terceiro ano. Estima-se que se nada for feito, até o final de 2006 as vítimas cheguem a 1 milhão de sudaneses.

 

O governo americano já reconheceu, em 2004, que genocídio estava ocorrendo em Darfur, mas nada fez para responder à crise de maneira efetiva. Outras potências mundiais que teriam poder para ajudar o povo do Sudão mal identificam o problema. A ONU tem pouca participação com ajuda humanitária, e recentemente foi proibida de entrar no país. A única organização presente é a União Africana, que recebeu a responsabilidade de resolver o conflito, mas detém pouco poder para realizar grandes ações e faz o que pode para ajudar o povo sudanês.

 

Genocídio é, no entanto, um crime internacional, e exige uma resposta internacional urgente.

 

O primeiro passo é a informação, e por meio deste, peço que os meios de comunicação brasileiros informem a população do que ocorre em Darfur, que até hoje recebeu pouca atenção.


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Subject:2. Campanhas e petições.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:12:39 am.
Aqui eu tentarei reunir todas as campanhas internacionais em prol da região de Darfur. Mesmo em inglês, todas elas são fáceis de assinar e possíveis de se fazer do Brasil. Divulgue-as e consiga com que o maior número possível de pessoas assinem também! 



Protect Darfur [temporariamente fora do ar]
Site inglês, onde preenchendo a página você manda uma carta para as autoridades inglesas e da ONU. 

Million Voices for Darfur
Assinando você manda um cartão postal online para o Bush, pedindo que os EUA organizem uma ação internacional. A mensagem ao lado é do George Clooney, que visitou Darfur e esteve na manifestação em Washington dia 30 de abril. 

H.O.P.E for Darfur 
Clique em "Take Action" e preencha com seu nome e e-mail, para mandar mensagens para o Bush e o Secretário-Geral da ONU. 

Petition to stop genocide
É só uma petition, mas não toma mais que uns 3 segundos para assinar. 

Be a Witness
Um site americano chamando atenção da mídia para o genocídio. Lá você manda uma mensagem para os canais americanos pedindo que eles noticiem Darfur. 

For a new Sudan 
Assine para pedir um novo Sudão. 

Save Darfur
Petição pedindo que os EUa apontem um novo responsável por Darfur, após a renúncia do anterior. 

Genocide Intervention Network 
A administração dos EUA quer deixar de cumprir sua promessa de enviar ajuda finaceira as tropas da União Africana, não deixe! 
(Para essa petição, é preciso escrever uma carta para a representante americana, então colarei aqui um exemplo que pode ser copiado por vocês: 
Subject: Darfur still needs your help!
It's far from being the time Darfur won't need help anymore, since violence has increased, and the situation, even after the peace agreement, has worsened. 
The peacekeepers in Darfur have a tough job, but their work is necessary now more than ever! 
This past week, the African Union asked for more funds and you — representing the people of the United States — failed to support them.
You said it was because the UN is taking over, but the UN says it won't be in Darfur until at least January. With no funds for the current peacekeepers, how will Darfurians be protected until January? 
At the Rally for Darfur in Washington last April, US committed to helping the millions of Darfurians still caught in the conflict, and we were said “We have a strategy today that will work in Darfur.”  
Is this USA's strategy?
)



São essas que eu tenho por enquanto, se alguém souber de outra campanha, por favor, deixe um comentário com o site.
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Subject:1. Sobre o genocídio.
Posted by:lely_in_the_sky.
Time:12:06 am.

Genocídio na região de Darfur, no Sudão.

 

No ano de 2003, à sombra da guerra no Iraque, começava no país africano do Sudão um conflito que resultaria no primeiro genocídio do século 21. Mais de dois anos depois, mais de 400 mil pessoas já morreram, e 2.5 milhões vivem refugiadas em condições sub-humanas.

 


Breve história do início do genocídio.


Guerra Civil entre o Norte e Sul.

 

O Sudão é um país assolado pela guerra civil há meio século. Desde que conseguiu sua independência completa da Grã-Bretanha e do Egito, em 1956, conflitos armados entre o Norte do país, de maioria árabe e muçulmana, e o Sul cristão resultaram em um total de 4 milhões de mortes, deixando o sul do país devastado.

 

Em 1989 entrou em poder, após uma eleição democrática, o chamado governo de Cartum (Khartoum - a capital do país), formado pela Fronte Nacional Islâmica (NIF). No ano em que assumiu, abortou um dos mais promissores processos de paz desde a independência do país. Apenas em 2004 o governo americano conseguiu com que as negociações para a assinatura de um tratado de paz chegassem na reta final.

 

Ao mesmo tempo que tal tratado era negociado, acontecia a matança na região oeste do Sudão, Darfur.

 

A região de Darfur.

 

Darfur é uma região de área equivalente à França, onde vivem principalmente duas etnias. Os Árabes – nômades – e os Africanos – que vivem em tribos fixas. Os Africanos, apesar de serem maioria, sempre sofreram exclusão social e marginalização, além de ataques dos Árabes, que constantemente acabavam impunes pelo governo também árabe de Cartum.

 

Quando a situação tornou-se crítica, uma revolta de rebeldes africanos ocorreu na região, obtendo sucesso contra as forças militares do governo sudanês.

 

Porém, esse sucesso teve uma terrível conseqüência, quando o governo deixou de utilizar-se de uma estratégia militar para começar uma política de destruição das tribos africanas da região. Começava o genocídio em Darfur.

 

O genocído começa.

 

O governo armou e organizou a Janjaweed, uma milícia árabe de talvez 20 mil membros, que em 2003 começou a matar homens, estuprar mulheres, destruir os meios de produção agrícola, queimar vilarejos e  envenenar fontes de água na região.

 

Enquanto isso acontecia, era negociado a assinatura do tratado de paz entre o sul e o norte do país. O governo americano sabia que pressionar o governo sudanês por causa de Darfur poderia acabar com as chances do tratado ser assinado, já que a Fronte Nacional Islâmica não admitia a responsabilidade pelo genocídio. O governo de Cartum, percebendo isso, prolongou as negociações ao máximo, assinando o tratado apenas em maio de 2004.

 

A essa data, a destruição em Darfur já havia sido imensa, e a população já estava condenada. Os conflitos armados diminuíram, mas as mortes por subnutrição, doenças e fome aumentaram.

 

Dois anos depois, 400 mil pessoas morreram, por meio da violência da milícia Janjaweed e das conseqüências dos ataques. 2.5 milhões vivem refugiadas, com a ajuda de organizações humanitárias. 

 

Números mostram que, ao longo do tempo em que aconteceu, 6 mil pessoas foram vítimas por mês, trazendo um total de 100 mortos por dia ao longo dos 29 meses de genocídio.

 






Resposta internacional e trabalho humanitário.

 

A responsabilidade de controlar o conflito está nas mãos da fraca União Africana, que não possui as tropas nem o equipamento para resolver os problemas da região. A ONU mantém uma missão no Sudão, que também não é suficiente para conter o genocídio.

 

Em 2004, o governo Bush fez dos EUA o único país a reconhecer que genocídio estava ocorrendo em Darfur, mas pouco fez para controlar os conflitos. 

 

Inúmeras agências humanitárias realizam trabalhos na região, mas mesmo isso pode estar condenado. A insegurança e a oposição do governo às operações humanitárias poderão resultar na saída de tais organizações. Se isso ocorrer de fato, a ONU estima que o número de mortos por mês aumente de 6 mil para 100 mil.

 

Os campos de refugiados apresentam condições sub-humanas e o abastecimento de alimentos é cada vez menor. O Programa de Alimentação da ONU (World Food Programme) anunciou em Abril que cortará as doações pela metade, por motivos financeiros. 

 

A tendência é piorar.

 

Se nada for feito em breve, o número de mortos deve aumentar excessivamente.

 

Quase três anos de conflitos e destruição deixou a região vulnerável e devastada, impossibilitada de manter-se sem a ajuda das organizações humanitárias que lá realizam trabalho heróico em meio à péssimas condições.

 

Se essas organizações forem forçadas a deixar a região, começará uma perda de vidas massiva, estimada em mais de 100 mil pessoas por mês.

 

E qual é a solução?

 

Uma ação militar internacional para controlar os conflitos. É a hora das nações mais poderosas do mundo, através do Conselho de Segurança da ONU, formarem uma coalizão para acabar com a ação da milícia Janjaweed.

 

E, é claro, intensificar o trabalho das agências humanitárias em atuação no país, dando-lhes mais recursos e segurança.

 

 

E a imprensa?

 

Para os meios de comunicação, aparentemente o primeiro genocídio do século 21 não é material a ser noticiado. Pouco foi falado sobre os conflitos e as conseqüências dele ao longo dos quase três anos em que eles ocorreram. O site Be a Witness  mantém uma tabela da quantidade de vezes em que o genocídio foi noticiado na televisão americana, e ela mostra claramente a ignorância consciente tomada pelos canais televisivos do país.

 

No Brasil, não é diferente. Basta perguntar para alguém sobre o fato, que a reação será provavelmente de confusão. Esse site tem como objetivo principal informar, como primeiro passo para que atitudes sejam tomadas. 

 

 

O Brasil pode fazer algo?

 

É certo que os países com mais condições de tomarem atitudes em prol da população de Darfur são os mais ricos, e mais atuantes e poderosos na ONU.

 

Em relação a isso, vale lembrar que há inúmeras campanhas, principalmente nos EUA, para ajudar a região e pressionar o governo a tomar uma atitude. Esse site também pretende agrupar todas das quais podemos participar, à distância.

 

Além do mais, genocídio é um crime internacional, e é absurdo que fiquemos totalmente alheios a tais acontecimentos, independente do país onde vivemos. O povo brasileiro tem o direito de saber do que acontece, através dos meios de comunicação. E enquanto estes não se dão ao trabalho de noticiar esse acontecimento, a única maneira de fazê-lo é utilizando a internet. 

 

Há outro aspecto: O Brasil deseja tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, que não deveria ignorar a situação em Darfur, se quisesse ser notado. Com o tempo, nós procuraremos maneiras de pressionar também o governo brasileiro a fazer algo. O objetivo principal, no entanto, seria a maior atenção dada pela imprensa ao genocídio, para que o povo brasileiro esteja ao menos informado do que acontece.

 

 

 

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LiveJournal for .Por Dafur. Contra o genocídio no Sudão..

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