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3. Escreva aos meios de comunicação brasileiros.

Um dos grandes problemas no caso do genocídio em Darfur é que a mídia mal fala dele. Como que algo que mata 100 pessoas por dia é completamente ignorado? Além do mais, o primeiro passo para a mudança é a informação.

Uma grande ajuda que você pode dar é escrever aos jornais, revistas e canais de TV brasileiros. Aqui eu vou deixar o e-mail dos que puder achar, e uma amostra de carta que vocês podem copiar e mandar, se quiserem.

E-mails:

leitor@uol.com.br; editoriais@uol.com.br; cartas@oglobo.com.br; cartas@jb.com.br; veja@abril.com.br; epoca@edglobo.com.br; cartas@istoe.com.br; redacao@cartacapital.com.br; cartas@cartacapital.com.br

Respectivamente, Folha de São Paulo (Cartas e Editorial), O Globo, Jornal do Brasil, Revista Veja, Revista Época, Revista Carta Capital (cartas e redação).


Jornais na TV tem páginas de contato nos sites, e é preciso mandar de lá:
Jornal Hoje (Globo)
Jornal Nacional (Globo)
Jornal da Record
Jornal da Band 
Jornal do SBT

Qualquer outra opção de contato, deixe um comment! 


Aqui está uma amostra de carta que eu tenho mandado para vários lugares. Se você não quiser escrever uma, pode copiar essa e mandar. 


Ao editor,

  

Há pouco mais de uma década, o ocidente ignorava um dos genocídios mais sangrentos desde o Holocausto. Enquanto, no país africano de Ruanda, quase 1 milhão de pessoas eram mortas, a imprensa omitia fatos e as nações com poder suficiente para ajudar viravam a cara para toda uma etnia que era perseguida e assassinada por exércitos ruandeses. Hoje, alguns líderes militares foram condenados a curtas penas por crimes contra a Humanidade, e o mundo assiste em choque ao filme “Hotel Ruanda”, de Terry George, com atuações emocionantes e uma história fiel à realidade vivida pelos habitantes do país. Ele mostra claramente que se os fatos tivessem sido devidamente noticiados, e ao população mundial tivesse pressionado seus governos para que uma ação internacional acontecesse, a História da Humanidade poderia ter passado sem mais esse capítulo sangrento.

 

No início de 2003, a História começou a se repetir, em uma região do país africano Sudão. Darfur é uma região habitada pelos chamados Africanos – camponeses de etnias variadas que vivem em tribos fixas – e Árabes – pastores nômades. Os árabes foram recrutados pelo governo para fazer parte da milícia Janjaweed, que começou o genocídio das tribos Africanas. Até hoje, 400 mil pessoas foram mortas, e 2.5 milhões vivem como refugiadas. Mais de 100 pessoas perdem a vida todos os dias, e aproximadamente 5 mil vidas são tomadas todos os meses.

 

A imprensa mundial tem feito pouco para noticiar essa tragédia que já começa seu terceiro ano. Estima-se que se nada for feito, até o final de 2006 as vítimas cheguem a 1 milhão de sudaneses.

 

O governo americano já reconheceu, em 2004, que genocídio estava ocorrendo em Darfur, mas nada fez para responder à crise de maneira efetiva. Outras potências mundiais que teriam poder para ajudar o povo do Sudão mal identificam o problema. A ONU tem pouca participação com ajuda humanitária, e recentemente foi proibida de entrar no país. A única organização presente é a União Africana, que recebeu a responsabilidade de resolver o conflito, mas detém pouco poder para realizar grandes ações e faz o que pode para ajudar o povo sudanês.

 

Genocídio é, no entanto, um crime internacional, e exige uma resposta internacional urgente.

 

O primeiro passo é a informação, e por meio deste, peço que os meios de comunicação brasileiros informem a população do que ocorre em Darfur, que até hoje recebeu pouca atenção.


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